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Lic. em Ciências Físicas e Biológicas/Especialização em Ciências Sociais com Ênfase em Historia,Geografia e Educação Ambiental - amgs11@gmail.com /WhatsApp (69) 984141042
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Em 1940 Getúlio Vargas visitou Porto Velho, recepcionado
por Aluízio Ferreira, de modo a influenciar o presidente a transformar a região
em Território.
Com
a implementação dos Acordos de Washington, um novo surto migratório veio a
aumentar a população da área, que viria a ser o Território Federal do Guaporé.
A intensa busca pela borracha, trouxe contingentes de trabalhadores da região
Nordeste para o vales do madeira e,
Mamoré e Guaporé.
Em
1943 através do Decreto-Lei 5.812 de 13 de setembro foi criado o Território
Federal do Guaporé sendo desmembrado do estado do Amazonas e do Mato Grosso.
Seus limites passavam pelo rio Purus na
parte ao norte.
Criado
o território, foram definidos seus municípios pelo Decreto Lei 5.839,de 21 de setembro do mesmo ano: Lábrea, formado
por parte dos município de Lábrea e
Canutama (Am); Porto velho que pertencia ao Estado do Amazonas, manteve sua
área tornando-se a capital do Território; Alto Madeira, parte do antigo município
de Santo Antonio, pertencente ao Mato Grosso; Guajará-Mirim, compreendendo
partes dos municípios de Guajará-Mirim e da cidade de Mato Grosso (atual Vila
Bela).
Para
a criação de novas províncias ou estados na Amazônia, a criação do Território
Federal do Guaporé apresentou dificuldades já anteriormente sentidas, no
tocante à demarcação de seus limites.
Antes
da criação do Território do Guaporé a comunicação entre Santo Antônio do Rio
Madeira pertencente ao Estado do Mato Grosso era feita de forma mais eficiente
com Manaus, no Estado do Amazonas, do que
com a capital de Mato Grosso, Cuiabá. Concorria para essa situação a
dificuldade de transporte por via fluvial, das inúmeras cachoeiras. Além de
inseguranças quanto ao transporte terrestres entre Vila Bela e Cuiabá.
A
inclusão do município de Lábrea, na área do Território Federal do Guaporé,
revelou-se problemática, apesar da proximidade em linha reta até porto Velho,
Essa
situação foi corrigida nos dois anos seguintes a criação do Território do
Guaporé. Os decretos nº. 6.550 de 31 de maio de 1944 e 7.470 de 17 de abril de
1945 visavam a ajustarem moldes mais realistas a área do território.
A
conseqüência desse decreto foi o retorno do município de Lábrea à jurisdição do
Estado do Amazonas. A evidente decadência ocasionou sua extinção e anexação ao
município de Porto Velho.
Restaram
então dois municípios no território, o de Porto Velho (Abunã, Ariquemes,
Calama, Jaci-Paraná e Rondônia) e o de Guajará-Mirim (Pedras Negras e Príncipe
da Beira).
A
idéia de homenagear Rondon não foi esquecida, em 1956 o deputado federal Áureo
Melo, membro da do PTB do AM e natural de Abunã, propôs a modificação do nome
do Território para Rondônia. A proposta foi concretizada quando o Presidente
Juscelino Kubitschek de Oliveira assinou a Lei nº. 2.731 em 17 de fevereiro de
1956.
https://gamma.app/docs/Criacao-do-Territorio-Federal-do-Guapore-Aluizio-Ferreira-a5zq0w4453b6jkc
Outras Modalidades de Trabalho Remunerado
O mundo do trabalho tem passado por constantes transformações devido ao avanço tecnológico, às mudanças sociais e às novas demandas do mercado. Além do emprego formal tradicional, diversas modalidades de trabalho remunerado têm se consolidado como alternativas viáveis para milhões de trabalhadores ao redor do mundo. Entre essas modalidades, destacam-se o trabalho autônomo, freelancer, teletrabalho, trabalho intermitente e cooperativismo.
O trabalho autônomo é caracterizado pela independência do trabalhador em relação a um empregador fixo. O profissional autônomo presta serviços para diversos clientes e tem total controle sobre sua rotina, remuneração e estratégias de trabalho. Essa modalidade é comum entre médicos, advogados, dentistas, artesãos e motoristas de aplicativos. Apesar da liberdade, o autônomo deve gerenciar sua própria carga tributária e benefícios, como previdência e plano de saúde.
O freelancer é um profissional que executa serviços sob demanda, geralmente em áreas como design, redação, programação, fotografia e marketing digital. Essa modalidade permite flexibilidade de horários e diversidade de clientes, sendo uma alternativa atrativa para aqueles que buscam autonomia e variedade no trabalho. No entanto, os freelancers podem enfrentar desafios, como a instabilidade financeira e a necessidade de prospecção constante de novos projetos.
O teletrabalho, ou trabalho remoto, ganhou força nos últimos anos, principalmente devido ao avanço das tecnologias de comunicação e ao impacto da pandemia de COVID-19. Nessa modalidade, o profissional executa suas atividades fora do ambiente corporativo, utilizando ferramentas digitais para se conectar com a equipe e clientes. Esse modelo proporciona economia de tempo e recursos, mas também exige disciplina, organização e capacidade de autogestão.
O trabalho intermitente é uma forma de contratação em que o empregado presta serviços esporádicos para um empregador, sendo remunerado apenas pelas horas efetivamente trabalhadas. Esse modelo foi regulamentado em alguns países como alternativa para atender demandas sazonais de empresas, principalmente em setores como comércio e eventos. No entanto, essa modalidade pode oferecer menos segurança financeira e estabilidade ao trabalhador.
As cooperativas de trabalho são associações de trabalhadores que se organizam coletivamente para prestar serviços e dividir os lucros obtidos. Esse modelo visa promover a igualdade entre os membros e garantir melhores condições de trabalho. As cooperativas podem atuar em diversos setores, como agricultura, transporte, saúde e educação. Embora ofereçam maior autonomia e participação nos lucros, é fundamental que os cooperados tenham um bom planejamento e gestão para garantir a sustentabilidade da cooperativa.
As novas modalidades de trabalho remunerado oferecem diferentes níveis de flexibilidade, autonomia e estabilidade financeira. Cada trabalhador deve avaliar suas habilidades, preferências e necessidades para escolher a melhor alternativa para sua carreira. Com o avanço das tecnologias e mudanças no mercado de trabalho, espera-se que essas modalidades continuem evoluindo e se tornando cada vez mais relevantes na economia global.
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https://gamma.app/docs/A-Arte-Definicao-Origem-e-Funcoes-i99iqkzj68ghddt
Resumo sobre "A Arte: Definição, Origem e Funções"
Definição
A arte é a expressão da criatividade humana por meio de diversas linguagens – como pintura, escultura, música, literatura, dança e teatro – que permite transmitir emoções, ideias e visões de mundo. Ela serve como meio de comunicação, possibilitando ao artista expressar sua subjetividade e compartilhar experiências com o público.
Origem
A origem da arte remonta aos primórdios da humanidade. Em épocas pré-históricas, as primeiras manifestações artísticas, como as pinturas rupestres e esculturas primitivas, surgiram como formas de registrar experiências, crenças e o ambiente ao redor. Essas expressões eram, muitas vezes, ligadas a rituais e práticas espirituais, refletindo a necessidade humana de interpretar e se relacionar com o mundo.
Funções
A arte desempenha funções múltiplas e dinâmicas, que variam conforme o contexto cultural e histórico:
Em síntese, a arte é uma manifestação essencial da condição humana, que evoluiu desde as primeiras expressões simbólicas até as complexas formas contemporâneas, desempenhando papéis vitais na comunicação, na estética e na crítica social.
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ATIVIDADE 01
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ATIVIDADE 02
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ATIVIDADE 03
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ATIVIDADES 04
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ATIVIDADES 06
O mundo do trabalho tem passado por transformações significativas, impulsionadas por avanços tecnológicos, mudanças econômicas e novas demandas da sociedade. Além do trabalho formal com carteira assinada, diversas modalidades de trabalho remunerado têm ganhado destaque, oferecendo oportunidades para profissionais de diferentes áreas. A seguir, destacamos algumas das principais formas alternativas de trabalho remunerado.
O trabalho autônomo refere-se à prestação de serviços sem vínculo empregatício com empresas ou empregadores. O profissional tem liberdade para escolher seus clientes e definir sua carga horária. Exemplos incluem:
Profissionais liberais (advogados, médicos, arquitetos);
Prestadores de serviços (eletricistas, encanadores, cabeleireiros);
Artesãos e artistas independentes.
Os freelancers são trabalhadores independentes que oferecem serviços específicos, geralmente em áreas como design, redação, programação e marketing digital. Esse modelo permite flexibilidade e a possibilidade de atender a clientes em diferentes locais do mundo, muitas vezes por meio de plataformas online.
Empresas frequentemente contratam trabalhadores temporários para suprir demandas sazonais ou projetos específicos. Esse tipo de contrato pode durar dias, semanas ou meses e ocorre muito em setores como comércio, indústria e eventos.
Com a evolução das tecnologias da informação, o trabalho remoto tornou-se uma opção viável para muitas profissões. O home office permite que o profissional desempenhe suas funções em casa, enquanto o teletrabalho pode ser realizado de qualquer local com acesso à internet.
A economia gig baseia-se em trabalhos eventuais ou sob demanda, muitas vezes intermediados por aplicativos. Exemplos incluem motoristas de transporte particular, entregadores de comida e profissionais de serviços domésticos.
Nessa modalidade, profissionais se organizam em cooperativas para oferecer serviços coletivamente. Esse modelo é comum em áreas como agricultura, artesanato, transporte e saúde.
O trabalho informal abrange atividades sem registro oficial, como vendedores ambulantes, diaristas e prestadores de pequenos serviços. Apesar de garantir flexibilidade, essa modalidade pode carecer de benefícios trabalhistas e segurança previdenciária.
Algumas instituições oferecem remuneração simbólica para voluntários que atuam em projetos sociais, culturais ou ambientais. Esse modelo combina propósito social com uma forma de sustento.
Regulamentado por algumas legislações, o trabalho intermitente permite que o trabalhador atue apenas quando solicitado, recebendo pagamento proporcional ao tempo trabalhado. É comum em setores como hotelaria, eventos e comércio.
O mercado de trabalho está cada vez mais diversificado, e as novas modalidades de trabalho remunerado possibilitam que profissionais escolham o modelo que melhor se adapta às suas necessidades e estilo de vida. Independentemente da modalidade escolhida, é essencial que o trabalhador esteja atento aos direitos e deveres envolvidos, garantindo sua segurança financeira e profissional.
LINK
https://gamma.app/docs/Outras-Modalidades-de-Trabalho-Remunerado-4av8b6mmncb63zu
Friagem em Rondônia
O rondoniano é frequentemente surpreendido no inverno pelo fenômeno da "friagem", que ocorre entre junho e agosto. Essa brusca queda de temperatura é provocada pela entrada de uma frente de massa de ar polar proveniente do sul. As temperaturas mínimas diárias podem atingir 8ºC, e na Chapada dos Parecis, já foram registradas mínimas de 0ºC durante a ocorrência do fenômeno.
Para compreender melhor o fenômeno da friagem, observe os dois mapas a seguir, que ilustram o funcionamento das massas de ar na região.
Massas de ar quentes e úmedas:
mEa - Massa Equatorial Atlântica
mEc - Massa Equatorial Continental
mTa - Massa Tropical Atlântica
mTc - Massa Tropical Continental (quente e seca)
mPa - Massa Polar Atlântica (fria e úmeda)
No verão, predominam sobre o Brasil as massas de ar quentes e úmedas (mEc, mEa e mTa), além da massa quente e seca (mTc). Nesse período, a mEa tem uma influência significativa sobre o país.
No inverno, as massas de ar sofrem um leve deslocamento:
A mEc perde força e se retrai;
A mTa expande sua área de atuação;
A mTc tem pouca influência no Brasil;
A mPa, formada no sul da Argentina, aparece como um fator determinante no inverno. Inicialmente fria e úmeda, torna-se mais seca à medida que avança para a Amazônia Ocidental.
A mPa atinge o noroeste do Brasil, incluindo Rondônia, apenas quando é particularmente forte, subindo pelos vales dos rios Paraná e Paraguai. Essa massa é a principal responsável pela friagem amazônica, caracterizada pela queda repentina de temperatura em uma região normalmente quente.
O clima de uma região está associado às condições da circulação geral da atmosfera, incluindo perturbações transientes de escala sinóptica e fatores secundários influenciados pela topografia e pelos efeitos locais.
No Estado de Rondônia, o clima segue o padrão da macro região amazônica. O verão é o período mais chuvoso do ano, quando há intensa atividade convectiva devido à maior incidência de radiação solar. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e o Anticiclone do Atlântico Sul (AB) exercem forte influência sobre as chuvas no verão, enfraquecendo-se no inverno. Durante essa estação, os principais mecanismos de chuva incluem a brisa fluvial, linhas de instabilidade (LIs) e atividades convectivas locais de menor intensidade.
Período chuvoso: Outubro a abril
Período seco: Junho, julho e agosto
Precipitação anual: Entre 1.400 mm e 2.500 mm, sendo que mais de 90% dessa precipitação ocorre no período chuvoso.
Média anual da temperatura do ar: 25ºC a 27ºC
Temperatura máxima: Entre 31ºC e 35ºC
Temperatura mínima: Entre 17ºC e 23ºC
O regime térmico apresenta pouca variação ao longo do ano, com alterações mais acentuadas apenas durante a friagem, quando a temperatura pode cair consideravelmente devido à influência da mPa.
BORRACHA - Atração dos Nordestinos para a Amazônia
A Amazônia foi redescoberta como uma fonte de imensa riqueza em meados do século XIX. Com o declínio do Ciclo do Ouro, iniciou-se o Ciclo da Borracha, promovendo um dos maiores fluxos migratórios para a região. Milhares de nordestinos, expulsos pela grande seca de 1877, deslocaram-se para os seringais amazônicos em busca de trabalho e melhores condições de vida.
O Primeiro Ciclo da Borracha não apenas impulsionou a economia da região, mas também desencadeou a Guerra do Acre (1899-1903), resultando, posteriormente, no Tratado de Petrópolis (1903). Esse tratado consolidou o domínio brasileiro sobre a região, abrindo caminho para a criação do Território de Guaporé (1943), atual estado de Rondônia.
Durante sua primeira fase (1911-1914), o Brasil se tornou o maior produtor mundial de borracha silvestre, tendo como principal concorrente a Bolívia. No entanto, a Bolívia enfrentava grandes dificuldades logísticas, pois seus seringais estavam localizados na porção oriental do país, dificultando o escoamento da produção até o Oceano Atlântico.
Em 20 de abril de 1867, Brasil e Bolívia assinaram o Tratado de Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição, dando início às negociações para a construção de uma via de transporte que ligasse os rios Madeira e Mamoré. Esse projeto, inicialmente boliviano, tinha como objetivo facilitar a exportação da borracha. A proximidade entre os seringais brasileiros e bolivianos resultou em uma crescente disputa territorial que culminou na Guerra do Acre, liderada pelo ex-major do Exército Plácido de Castro.
Com a vitória do Brasil na Guerra do Acre, o território foi oficialmente incorporado ao país pelo Tratado de Petrópolis (1903). O Brasil assumiu o compromisso de:
Pagar 2 milhões de libras esterlinas à Bolívia;
Construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) para facilitar o transporte boliviano até o Atlântico;
Indenizar o Bolivian Syndicate em 114 mil libras esterlinas pelo arrendamento da região.
A ferrovia tornou-se um dos mais ambiciosos e problemáticos empreendimentos da época, envolvendo fraudes, corrupção e condições extremas de trabalho.
A Bolívia, desde 1846, buscava uma rota de escoamento para sua produção de borracha. Foram elaborados dois projetos para solucionar esse impasse:
Rota fluvial entre os rios Madeira e Mamoré;
Construção de uma ferrovia ao longo da margem direita do rio Madeira até Santo Antônio.
O governo boliviano optou inicialmente pela rota fluvial e concedeu a construção da infraestrutura ao engenheiro inglês George Earl Church, que fundou a National Bolivian Navigation Company. No entanto, o projeto fracassou por falta de apoio financeiro, pois os bancos ingleses estavam mais interessados na construção da ferrovia, dado o controle britânico sobre a produção mundial de locomotivas e vagões, bem como sobre a importação da borracha amazônica.
Assim, foram iniciados os primeiros projetos para a Ferrovia Madeira-Mamoré, sob a supervisão de Earl Church. Nesse período, a fama das riquezas da borracha já havia atraído centenas de nordestinos, que, muitas vezes, cruzavam as fronteiras e ocupavam seringais bolivianos. Além dos trabalhadores, a região passou a ser ocupada por prisioneiros e exilados políticos brasileiros, que também contribuíram para a expansão econômica da Amazônia.
O aumento da demanda pelo látex levou os seringalistas a intensificarem a exploração dos trabalhadores. Os seringueiros, impossibilitados de cultivar sua própria subsistência, ficaram completamente dependentes do sistema de barracão.
O barracão era o centro de comércio dentro dos seringais, onde os trabalhadores adquiriam suprimentos e vendiam sua produção. No entanto, os seringalistas manipulavam os preços de compra e venda, gerando lucros abusivos e uma permanente dívida para os seringueiros. Esse ciclo vicioso impedia a libertação dos trabalhadores, que permaneciam presos à exploração imposta pelos Coronéis de Barranco.
A estrutura de abastecimento das seringalistas estava concentrada em Manaus e Belém, e grande parte dos produtos consumidos era importada. Assim, quando o ciclo da borracha chegou ao fim, uma enorme população de trabalhadores ficou desamparada, sem alternativas para sua subsistência.
O Ciclo da Borracha foi um período de intensa exploração e transformação econômica na Amazônia. A chegada de milhares de nordestinos em busca de trabalho moldou a demografia da região e deixou marcas profundas em sua história. Apesar das riquezas geradas, a exploração do seringueiro e a dependência do sistema de barracão demonstram os altos custos sociais desse período.
O declínio da produção de borracha no Brasil e o surgimento de concorrentes no sudeste asiático deixaram milhares de trabalhadores sem perspectiva, revelando a fragilidade da economia baseada na monocultura extrativista. O legado desse ciclo, porém, permanece vivo na cultura e na identidade amazônica.
História
de Rondônia
Prof. Adão Marcos Graciano Dos Santos
Rondônia é um dos 26 estados da federação do Brasil. Está situado na
Região Norte, e sua capital é Porto Velho.
Quem nasce em Rondônia é chamado rondoniense ou rondoniano. O estado,
anteriormente denominado Território Federal do Guaporé, recebeu, em
1956, o nome de Rondônia em homenagem a Cândido Mariano da Silva Rondon
(1865-1958), o Marechal Cândido Rondon, sertanista e defensor dos indígenas,
que muito contribuiu para a integração do estado ao restante do país.
Localização
O estado de Rondônia está localizado totalmente no hemisfério sul e faz
fronteira:
O estado possui uma área de 237.765,233 km².
Histórico
A colonização portuguesa no território de Rondônia ocorreu apenas no
final do século XVIII, com a chegada das bandeiras que encontraram ouro
em Mato Grosso e Goiás. No século XIX, durante o Ciclo da
Borracha, a região teve um considerável desenvolvimento.
Para escoar a produção de borracha brasileira e boliviana, iniciou-se,
em 1907, a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré. Embora tenha custado a
vida de mais de 6 mil operários, conseguiu-se construir 366 km de
linha férrea. No entanto, com o declínio da borracha, a ferrovia tornou-se
obsoleta e deixou de operar em 1972.
População
Rondônia tem uma população de 1.757.589 pessoas, distribuídas em 52
municípios. A maior parte dos habitantes (74%) vive nas cidades,
enquanto 26% reside na zona rural.
As principais cidades são: Ariquemes, Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná,
Cacoal, Pimenta Bueno, Guajará-Mirim, Jaru e Vilhena.
A densidade demográfica do estado é 6,58 hab/km².
Economia
As atividades econômicas do estado ainda estão centradas no setor
primário. Embora a extração da borracha tenha sofrido considerável
declínio, ainda é das seringueiras que se extrai o principal produto do
extrativismo rondoniano.
Além do látex, a coleta da castanha-do-brasil e a
exploração da madeira são fontes importantes de exportação para o
estado.
A produção agrícola de grãos como soja, feijão, arroz, milho e
café, assim como a pecuária bovina, representam um significativo
crescimento na geração de emprego e renda.
A mineração, embora em menor escala, também contribui para o PIB
rondoniano.
Relevo
O relevo de Rondônia é composto por planícies fluviais e planaltos
de baixas altitudes, variando entre 100 a 300 metros. No entanto, na
Serra dos Parecis e na Serra dos Pacaás, algumas elevações podem
alcançar 1.126 metros de altitude.
Clima
O clima de Rondônia é equatorial úmido, caracterizado por:
O estado apresenta um fenômeno climático atípico chamado "friagem",
que faz com que a temperatura caia bruscamente, podendo chegar a 10°C.
Os índices pluviométricos podem alcançar 2.100 mm anuais, com
chuvas concentradas entre setembro e maio.
Vegetação
A vegetação predominante em Rondônia é a Floresta Amazônica,
caracterizada pelo clima úmido e por diferentes fisionomias vegetais, conforme
a presença de água em suas margens ou em áreas alagadas.
Entretanto, algumas áreas do estado são cobertas pelo Cerrado, um
bioma caracterizado por duas estações bem definidas: uma chuvosa e outra
seca, na qual as árvores perdem as folhas como forma de adaptação.
Hidrografia
A hidrografia de Rondônia é dominada pela Bacia do Rio Madeira,
um dos principais afluentes do Rio Amazonas.
Os rios do estado desempenham papel fundamental para:
Os principais rios do estado são: Madeira, Guaporé, Mamoré, Ji-Paraná
e Roosevelt.
Histórico Político do
Município de Santa Luzia D'Oeste – RO
Santa Luzia D'Oeste é um município brasileiro do
Estado de Rondônia.
Localiza-se
a uma latitude11º51'20”sul e a ma longitude 61º47'00" oeste,
estando a uma altitude de 260 metros. Sua população estimada, censo IBGE 2024 de
7.419 Habitantes. Possui uma área de 1.187,75 km².
Em outubro de 1978 surgiu o loteamento da área urbana com o nome
"Vila Bambu" lançado pelo INCRA. Decreto Lei nº 80511.
No dia 15 de agosto de 1979 às 14h00min chegava o primeiro morador
da Vila Bambu, que em dezembro de 1979 às 18h00min, passou a chamar-se Vila de
Santa Luzia
A denominação atual foi dada pelo ex-governador do então Território
Federal de Rondônia, Coronel Jorge Teixeira de Oliveira, o qual a se curar de
uma moléstia acometida em sua visão, procurou homenagear "Santa Luzia
" que é considerada a protetora dos olhos.
Em 1979 foi construído o primeiro prédio de pau-a-pique para funcionar como
igreja e escola, na qual trabalharam as primeiras professoras: Josefina
Rodrigues Soares e Soeli Duarte Dias.
Em janeiro de 1980 foi inaugurado o colégio Juscelino Kubitschek.
O ex-governador Jorge Teixeira de Oliveira nomeou o Sr Catarino Cardoso como
primeiro administrador da então Vila de Santa Luzia, seguido de Cesar Cassol,
Valdir Roberto da Silva, Armando Marcelino e Mario Tochio Hirano.
O município de Santa Luzia D'Oeste, foi criado no dia 11 de maio
de 1986, através da Lei Estadual nº 100, publicada no Diário Oficial do Estado
em 14 de maio de 1986, sendo desmembrado de Rolim de Moura. Após a emancipação
do município de Santa Luzia D'Oeste, o primeiro administrador foi César Cassol
nomeado pelo então prefeito de Rolim de Moura Valdir Raupp de Matos até as
eleições de 15/11/1986.
Pedro de Lima Paz, foi o primeiro prefeito eleito pelo voto
popular, no dia 15 de novembro de 1986, para o biênio de 1987 e 1988, tomando
posse no dia 31 de dezembro de 1986. Sendo seu vice-prefeito Armando Marcelino.
Histórico dos Ex-Presidentes da Câmara Municipal
(1987–2024)
1ª Legislatura (1987/1988)
2ª Legislatura (1989-1992)
3ª Legislatura (1993-1996)
4ª Legislatura (1997-2000)
5ª Legislatura (2001-2004)
Vereadores Eleitos:
Suplentes:
6ª Legislatura (2005-2008)
Vereadores Eleitos:
7ª Legislatura (2009-2012)
Vereadores Eleitos:
8ª Legislatura (2013-2016)
Vereadores Eleitos:
Eventos Notáveis:
9ª Legislatura (2017-2020)
Vereadores Eleitos:
10ª Legislatura (2021-2024)
Vereadores Eleitos:
11ª Legislatura (2025-2028)
Vereadores Eleitos:
Eleições Municipais de
Santa Luzia D'Oeste – RO (1986-2024)
Este
histórico apresenta os prefeitos e vice-prefeitos eleitos no município de Santa
Luzia D'Oeste, destacando os resultados das eleições e a participação dos
candidatos ao longo dos anos.
1986
1988
1992
1996
2000
2004
2008
2012
2016
2020
2024
A eleição
de 2024 registrou:
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