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A diálise é um tratamento que substitui, de forma parcial e artificial, as funções dos rins quando eles não conseguem mais trabalhar corretamente. Os rins são órgãos responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas e controlar o equilíbrio de água e sais minerais no corpo. Quando falham, é necessário um recurso externo que mantenha o organismo funcionando — e esse recurso é a diálise.
A diálise utiliza membranas especiais que permitem a passagem de substâncias tóxicas e excesso de líquidos do sangue para um líquido de diálise. Assim, as impurezas saem e o sangue retorna ao corpo mais limpo. Essa filtragem imita o que os rins saudáveis fariam naturalmente.
Existem dois tipos principais: a hemodiálise, em que o sangue sai do corpo, passa por uma máquina que o filtra e retorna ao paciente; e a diálise peritoneal, em que o peritônio (membrana do abdômen) funciona como filtro, com a ajuda de um líquido especial inserido na cavidade abdominal.
A diálise é indicada em casos de insuficiência renal grave, quando a pessoa já não consegue eliminar toxinas e líquidos de forma natural. Pode ser usada de maneira temporária (em doenças agudas) ou por longo prazo (quando a falha renal é crônica).
A diálise não cura a doença renal, mas mantém o paciente vivo e com mais qualidade de vida até que um transplante seja possível ou quando o transplante não é viável. Apesar disso, exige disciplina: sessões regulares, dieta controlada e cuidados para evitar infecções.
O tratamento envolve uma equipe multiprofissional: médicos nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Esse trabalho em conjunto ajuda o paciente a manter equilíbrio físico e emocional.
A diálise é um recurso fundamental da medicina moderna. Ela mostra como a ciência consegue oferecer soluções para prolongar a vida e dar esperança a quem sofre de insuficiência renal. No entanto, reforça-se a importância da prevenção: cuidar da saúde dos rins, evitando hipertensão, diabetes e má alimentação, é sempre o melhor caminho.
Insuficiência renal: condição em que os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue.
Toxinas: substâncias prejudiciais que precisam ser eliminadas pelo organismo.
Hemodiálise: tipo de diálise em que o sangue passa por uma máquina para ser filtrado.
Diálise peritoneal: tipo de diálise em que o peritônio do abdômen é usado como filtro natural.
Peritônio: membrana que reveste a parte interna do abdômen.
Nefrologista: médico especialista em doenças dos rins.
Membrana semipermeável: barreira que permite a passagem seletiva de algumas substâncias.
A hemodiálise é um tratamento médico utilizado em pacientes que apresentam insuficiência renal grave, quando os rins não conseguem mais filtrar o sangue de forma adequada. Esse procedimento funciona como um substituto parcial dos rins, retirando toxinas, excesso de sais minerais e líquidos do organismo, garantindo assim a sobrevivência e maior qualidade de vida dos pacientes.
Os rins são órgãos vitais que mantêm o equilíbrio do corpo humano. Além de eliminarem substâncias prejudiciais por meio da urina, também regulam a pressão arterial, produzem hormônios e ajudam na formação de glóbulos vermelhos. Quando eles falham, a pessoa passa a depender de alternativas como a hemodiálise ou o transplante renal.
Na hemodiálise, o sangue do paciente é retirado do corpo e levado a uma máquina chamada dialisador. Esse equipamento contém filtros especiais (membranas semipermeáveis) que permitem a passagem de toxinas e líquidos em excesso, mas retêm as células sanguíneas e proteínas necessárias. Após a filtragem, o sangue é devolvido ao organismo já limpo.
Para que isso seja possível, o paciente precisa de um acesso vascular, geralmente feito por meio de uma fístula arteriovenosa (ligação entre uma artéria e uma veia no braço) ou por cateteres especiais. Esse acesso garante que o sangue circule de forma rápida e segura durante o procedimento.
As sessões de hemodiálise costumam durar de três a cinco horas, em média, e geralmente são realizadas três vezes por semana em clínicas ou hospitais especializados. Durante esse período, o paciente permanece conectado à máquina, enquanto seu sangue é constantemente retirado, filtrado e devolvido ao corpo.
Apesar de ser um procedimento seguro e eficaz, a hemodiálise traz algumas limitações. O paciente precisa seguir uma dieta rigorosa, restringir o consumo de líquidos e evitar alimentos ricos em potássio e fósforo. Além disso, é comum sentir cansaço, queda de pressão e cãibras após as sessões.
Do ponto de vista social, a hemodiálise exige disciplina e organização na rotina do paciente, pois os horários das sessões são fixos e inadiáveis. Ainda assim, muitas pessoas conseguem manter estudos, trabalho e atividades cotidianas com o apoio da família, dos profissionais de saúde e com os devidos cuidados.
É importante destacar que a hemodiálise não cura a insuficiência renal; ela apenas substitui parte da função dos rins. O tratamento definitivo para muitos pacientes continua sendo o transplante renal, quando viável. No entanto, a hemodiálise é essencial para manter o paciente vivo enquanto aguarda ou quando não pode realizar o transplante.
A presença de uma equipe multiprofissional é fundamental nesse processo. Médicos nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais acompanham o paciente, garantindo que o tratamento seja mais seguro e menos desgastante. Esse suporte contribui não apenas para a saúde física, mas também para o bem-estar emocional.
Em resumo, a hemodiálise é um dos grandes avanços da medicina moderna. Ela permite que pessoas com falência renal grave tenham mais anos de vida e mantenham parte de sua autonomia. Contudo, reforça-se a importância da prevenção, por meio de hábitos saudáveis, controle da pressão arterial e do diabetes, principais fatores de risco para doenças renais.
Insuficiência renal: condição em que os rins deixam de filtrar adequadamente o sangue, acumulando toxinas e líquidos no organismo.
Hemodiálise: tratamento médico que substitui, de forma artificial, a função dos rins, filtrando o sangue com ajuda de uma máquina.
Dialisador: aparelho utilizado na hemodiálise que contém filtros especiais responsáveis por retirar toxinas e excesso de líquidos do sangue.
Membrana semipermeável: barreira usada no dialisador que permite a passagem de algumas substâncias (como ureia e excesso de sais), mas impede a saída de células sanguíneas e proteínas.
Fístula arteriovenosa: ligação cirúrgica entre uma artéria e uma veia, geralmente no braço, para permitir a retirada e devolução do sangue durante a hemodiálise.
Cateter: tubo flexível utilizado em alguns casos como acesso vascular para o sangue circular durante a hemodiálise.
Toxinas: substâncias prejudiciais ao corpo humano, geralmente resultantes do metabolismo, que precisam ser eliminadas pelos rins ou pela diálise.
Transplante renal: cirurgia em que o rim de um doador saudável é colocado no corpo do paciente, substituindo a função dos rins doentes.
O desenvolvimento econômico de Rondônia está diretamente ligado à ocupação de seu território a partir da década de 1970, quando programas federais incentivaram a migração de famílias do Sul, Sudeste e Centro-Oeste para a Amazônia Ocidental. Esse processo resultou em grande transformação da economia local, antes baseada em atividades extrativistas tradicionais, como a borracha e a castanha.
Com a chegada dos migrantes, houve forte expansão da agricultura e da pecuária, que rapidamente se consolidaram como os principais pilares da economia rondoniense. O cultivo de café, arroz, milho, soja e, posteriormente, a piscicultura, transformaram Rondônia em um estado exportador de produtos agropecuários.
A pecuária bovina, em particular, é uma das atividades de maior destaque. Rondônia figura entre os maiores rebanhos do Brasil, fornecendo carne tanto para o mercado interno quanto para exportação. Essa expansão, no entanto, gerou debates sobre os impactos ambientais, sobretudo relacionados ao desmatamento.
Nos últimos anos, o estado também tem buscado diversificar sua economia. A instalação de usinas hidrelétricas no rio Madeira, o crescimento do setor de serviços e a ampliação das atividades de comércio e logística mostram uma Rondônia cada vez mais integrada ao mercado nacional.
Portanto, o desenvolvimento econômico rondoniense combina oportunidades e desafios: se por um lado promove crescimento e geração de renda, por outro exige planejamento sustentável para garantir a preservação de seus recursos naturais e a qualidade de vida da população.
Rondônia abriga uma das maiores diversidades de povos indígenas do Brasil. Estima-se que existam mais de 20 etnias no estado, entre elas os Karitiana, Suruí, Cinta Larga, Oro Mon, Oro Win e Kanoê. Esses povos vivem em terras demarcadas e preservam tradições culturais, línguas e práticas próprias.
Historicamente, os indígenas rondonienses sofreram forte impacto com o avanço da colonização, principalmente durante os ciclos da borracha e da expansão agropecuária. Conflitos por terras, doenças e deslocamentos forçados reduziram significativamente suas populações ao longo do século XX.
Hoje, as terras indígenas ocupam cerca de 20% do território de Rondônia, sendo espaços fundamentais para a preservação da floresta e da biodiversidade. Esses territórios funcionam como barreiras contra o desmatamento, contribuindo para a manutenção do equilíbrio ambiental.
Além disso, muitos povos indígenas de Rondônia desenvolvem projetos de etnoturismo, artesanato e manejo sustentável da floresta, buscando conciliar tradição cultural e geração de renda. A valorização da cultura indígena, por meio da educação intercultural e do reconhecimento de seus direitos, é um avanço importante.
Assim, a população indígena de Rondônia representa um patrimônio cultural e ambiental do estado. Respeitar e proteger esses povos significa preservar não apenas suas tradições, mas também a diversidade e a riqueza da Amazônia.
O sistema energético de Rondônia passou por grandes transformações nas últimas décadas. Durante muito tempo, a geração de energia elétrica era limitada, baseada em pequenas usinas termelétricas movidas a óleo diesel, o que encarecia a produção e restringia o crescimento econômico.
Com a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, Rondônia passou a integrar o Sistema Interligado Nacional (SIN). Esse marco permitiu que o estado se tornasse exportador de energia, fornecendo eletricidade para outras regiões do Brasil.
A matriz energética rondoniense hoje é predominantemente hídrica, mas também conta com termelétricas e projetos de energia solar em expansão. O aproveitamento do potencial solar tem sido incentivado como alternativa sustentável e complementar às hidrelétricas.
Apesar dos benefícios, os grandes empreendimentos hidrelétricos também trouxeram impactos sociais e ambientais, como o deslocamento de comunidades ribeirinhas e mudanças na dinâmica dos ecossistemas aquáticos. Isso gera debates sobre o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação.
Dessa forma, o sistema energético de Rondônia é estratégico tanto para o estado quanto para o Brasil, mas exige políticas que conciliem produção de energia, justiça social e conservação ambiental.
A infraestrutura de transportes de Rondônia desempenha papel central em seu desenvolvimento econômico e social. Devido à localização geográfica e ao histórico de ocupação recente, o estado enfrenta desafios para integrar suas diferentes regiões.
O transporte rodoviário é o principal meio de circulação, com destaque para a BR-364, que liga Rondônia a outros estados da região Centro-Oeste e ao Acre. Essa rodovia é vital para o escoamento da produção agrícola e pecuária, mas enfrenta problemas de conservação e capacidade diante do aumento do fluxo de cargas.
O transporte fluvial também é de grande importância, sobretudo pelo rio Madeira, que serve como via de ligação entre Rondônia e o Amazonas. A navegação fluvial reduz custos e complementa o transporte rodoviário, especialmente no escoamento de grãos.
O transporte aéreo concentra-se em Porto Velho e Ji-Paraná, que possuem aeroportos regionais de relevância, permitindo a integração com outros centros urbanos do Brasil. Ainda assim, o transporte aéreo é pouco acessível para grande parte da população.
Portanto, os meios de transporte em Rondônia são fundamentais para sua economia, mas ainda carecem de investimentos e modernização. Melhorias nas rodovias, ampliação do transporte hidroviário e incentivo a modais alternativos são essenciais para garantir competitividade e qualidade de vida.
No decorrer dos séculos XVII e XVIII, a Amazônia foi alvo da ação missionária de ordens religiosas europeias, sobretudo jesuítas, franciscanos, carmelitas e mercedários. Esses missionários chegaram à região com a dupla finalidade de converter os povos indígenas ao cristianismo e, ao mesmo tempo, consolidar a presença portuguesa diante das ameaças de invasão espanhola, francesa e holandesa.
A catequese era realizada principalmente por meio da formação das chamadas “aldeias missionárias”, onde os indígenas eram reunidos sob a supervisão dos padres. Nessas comunidades, além da instrução religiosa, recebiam noções de agricultura, artesanato e organização comunitária. Assim, a missão tinha também um caráter de controle social e de integração forçada ao modelo europeu.
Entretanto, essa atuação não esteve livre de conflitos. Muitos indígenas resistiam à perda de sua autonomia cultural, às mudanças em seus costumes e à exploração do trabalho, resultando em fugas, revoltas e embates contra colonizadores e missionários. Por outro lado, para alguns povos, a missão representou uma forma de proteção diante da escravização promovida por colonos e bandeirantes.
Do ponto de vista da Coroa Portuguesa, os missionários foram fundamentais no processo de “ocupação espiritual e territorial” da Amazônia. A presença religiosa legitimava a posse da terra, ao mesmo tempo em que servia como barreira contra o avanço de outras potências coloniais.
Em síntese, a atuação missionária na Amazônia dos séculos XVII e XVIII foi marcada por contradições: se por um lado promoveu a evangelização e a defesa de alguns grupos indígenas, por outro representou a imposição de valores culturais europeus e a submissão de povos originários a um novo modelo de sociedade.
O processo de povoamento dos Vales do Madeira, Mamoré e Guaporé está diretamente ligado à expansão colonial portuguesa na região amazônica entre os séculos XVII e XIX. Esses rios constituíam importantes rotas de navegação, possibilitando o escoamento da produção e a comunicação entre o interior da Amazônia e outras partes da colônia.
Os primeiros povoados surgiram a partir da instalação de fortes militares, erguidos para assegurar o domínio português diante da presença espanhola. Fortificações como o Real Forte Príncipe da Beira, no Guaporé, foram exemplos de estratégias geopolíticas que buscavam garantir a soberania portuguesa sobre territórios disputados.
Além dos aspectos militares, a ocupação foi impulsionada pelo extrativismo de produtos como as “drogas do sertão” (cacau nativo, salsaparrilha, cravo, entre outros), bem como pela exploração de madeiras e da pesca. Posteriormente, no século XIX, o ciclo da borracha tornou-se um fator determinante para a atração de migrantes nordestinos, intensificando o povoamento da região.
O encontro entre colonizadores, missionários e populações indígenas resultou em processos de mestiçagem cultural e social. Contudo, também trouxe violência, deslocamentos forçados e epidemias que reduziram drasticamente o número de povos originários.
Assim, os Vales do Madeira, Mamoré e Guaporé não foram apenas vias de circulação econômica, mas também espaços de disputa, integração cultural e consolidação do domínio colonial, que moldaram profundamente a formação histórica de Rondônia e áreas vizinhas.
Durante o período colonial, o Vale Guaporeano destacou-se como uma região de fronteira, marcada pela convivência de diferentes grupos sociais e pela formação de uma sociedade singular. Nesse espaço, portugueses, espanhóis, indígenas e africanos escravizados construíram uma dinâmica social complexa.
Os indígenas, em grande parte, foram inseridos nas missões religiosas ou nas atividades econômicas da região, como o extrativismo e a agricultura de subsistência. Muitos, entretanto, resistiram à submissão, mantendo tradições culturais, fugindo para áreas de difícil acesso ou protagonizando revoltas.
Os africanos escravizados tiveram papel central na construção da economia local. Eles eram empregados em atividades agrícolas, na pecuária e em serviços domésticos. A presença negra no Vale do Guaporé deixou marcas culturais profundas, visíveis até hoje em manifestações musicais, religiosas e culinárias.
Os colonizadores portugueses e espanhóis disputavam o controle da região, mas também se misturaram aos demais grupos sociais, dando origem a comunidades mestiças. Essa miscigenação foi um dos elementos definidores da identidade local.
Portanto, os aspectos sociais do Vale Guaporeano no período colonial refletem uma sociedade marcada pela diversidade, mas também pela desigualdade e pela exploração, em que as relações entre indígenas, africanos e europeus se entrelaçaram em um cenário de conflitos, resistências e permanências culturais.
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), inaugurada no início do século XX, foi uma das mais importantes obras de infraestrutura da Amazônia. Conhecida como a “ferrovia do diabo”, devido ao grande número de mortes causadas por doenças tropicais, ela tinha como objetivo escoar a borracha produzida na região até os portos atlânticos.
No contexto dessa obra monumental, surgiu a Igreja de Nossa Senhora da Candelária, construída em Porto Velho. Inicialmente erguida em madeira, a igreja tornou-se um marco religioso e cultural para os trabalhadores da ferrovia e para a população local.
A Candelária cumpria papel de espaço de fé, mas também de integração social. Era o local onde se celebravam missas, festas religiosas e encontros comunitários, fortalecendo laços entre migrantes vindos de diferentes regiões e países para trabalhar na construção da ferrovia.
Com o passar dos anos, a igreja passou por reformas e tornou-se um símbolo histórico de Porto Velho. Ela representa a fusão entre a história da EFMM e a religiosidade popular da Amazônia.
Assim, a Candelária da EFMM não é apenas uma edificação religiosa, mas um patrimônio cultural que guarda a memória dos milhares de trabalhadores que ajudaram a construir a ferrovia e que, em meio a dificuldades e sofrimentos, encontraram na fé uma forma de resistência e esperança.
O uso de recursos naturais na produção é um dos pilares da economia moderna. A exploração de minerais, vegetais, água e solo permite o desenvolvimento de atividades como a agricultura, a pecuária e a indústria, responsáveis por movimentar a sociedade e gerar bens de consumo. Entretanto, esse uso deve ser equilibrado, pois o esgotamento ou a degradação desses recursos pode comprometer o futuro das próximas gerações.
A geração de energia é um exemplo claro da importância dos recursos naturais. A eletricidade, fundamental para as atividades humanas, depende de fontes como água, vento, sol, gás natural, carvão mineral e petróleo. Essas fontes se dividem em renováveis e não renováveis, e sua utilização influencia diretamente o meio ambiente.
Os recursos renováveis, como a energia solar, eólica e hídrica, são menos agressivos ao meio ambiente e tendem a ser sustentáveis. Já os recursos não renováveis, como carvão, petróleo e gás natural, são finitos e responsáveis por boa parte das emissões de gases do efeito estufa. Assim, a escolha da matriz energética de cada país tem impacto direto sobre o clima global.
Portanto, compreender o papel dos recursos naturais na produção e na geração de energia significa refletir sobre o equilíbrio entre crescimento econômico e preservação ambiental, garantindo a sobrevivência das espécies e a qualidade de vida no planeta.
O gás natural é uma fonte de energia não renovável, mas considerada “mais limpa” quando comparada ao carvão e ao petróleo. Ele é composto, em sua maioria, por metano e é utilizado tanto na geração de eletricidade quanto no abastecimento de veículos e no setor industrial. Por liberar menos dióxido de carbono na queima, é visto como uma alternativa de transição para uma matriz energética menos poluente.
No entanto, sua extração e transporte não estão livres de riscos ambientais. Vazamentos de metano, por exemplo, intensificam o efeito estufa, e a infraestrutura necessária para o gás natural pode causar impactos em ecossistemas locais. Assim, mesmo sendo mais vantajoso em relação a outras fontes fósseis, exige cuidados.
A mineração, por sua vez, é uma atividade essencial para a produção de bens industriais e tecnológicos, mas traz consigo sérios impactos ambientais. A abertura de minas provoca desmatamento, poluição da água e do solo, além de riscos de acidentes, como o rompimento de barragens de rejeitos.
Diante disso, torna-se fundamental a adoção de políticas públicas e tecnologias de mitigação, visando reduzir os danos ambientais da mineração e do uso do gás natural, ao mesmo tempo em que se reconhece sua importância econômica e social.
A biomassa é uma fonte de energia renovável obtida a partir de matéria orgânica, como resíduos agrícolas, florestais, animais ou urbanos. Seu uso vem crescendo no mundo todo como alternativa ao petróleo e ao carvão, devido ao seu caráter sustentável e ao potencial de reduzir a emissão de gases poluentes.
Entre as formas mais comuns de biomassa estão o bagaço da cana-de-açúcar, a madeira, os resíduos de culturas agrícolas e até o biogás produzido pela decomposição de matéria orgânica. No Brasil, a biomassa tem grande destaque na matriz energética devido à força da agroindústria.
O uso da biomassa contribui para o reaproveitamento de resíduos que, de outra forma, poderiam poluir o meio ambiente. Além disso, sua queima libera dióxido de carbono que, em tese, é reabsorvido pelas plantas no processo de fotossíntese, equilibrando o ciclo de carbono.
Entretanto, é preciso lembrar que a biomassa não está livre de limitações. Em larga escala, sua produção pode competir com a produção de alimentos e levar ao desmatamento. Assim, sua utilização deve ser cuidadosamente planejada para que realmente represente uma solução sustentável.
A água é um recurso essencial para a vida e está distribuída de forma desigual no planeta. Aproximadamente 97% da água existente na Terra é salgada, restando apenas 3% de água doce. Deste total, grande parte está congelada nas calotas polares ou em aquíferos subterrâneos, dificultando o acesso humano.
Essa distribuição desigual cria desafios geopolíticos e sociais, pois regiões com abundância de água, como a Amazônia, contrastam com áreas áridas, como o Oriente Médio. O acesso à água potável torna-se, portanto, um fator de desenvolvimento e de estabilidade social.
Além disso, a má gestão dos recursos hídricos agrava a escassez em diversas regiões. O desperdício, a poluição de rios e lagos, o desmatamento e a urbanização desordenada comprometem a qualidade e a quantidade de água disponível.
Por fim, compreender a distribuição natural da água é fundamental para promover políticas de uso sustentável, preservando os mananciais e garantindo o acesso universal a esse recurso vital. A gestão racional da água será um dos maiores desafios do século XXI.
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SIMULADO
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SIMULADO III
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SIMULADO IV
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SIMULADO V
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SIMULADO
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SIMULADO II
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Os rins são órgãos vitais para o funcionamento adequado do organismo humano, pois desempenham funções essenciais como a filtração do sangue, a eliminação de substâncias tóxicas, a regulação da pressão arterial e o equilíbrio de sais minerais. Qualquer alteração em sua estrutura ou funcionamento pode comprometer seriamente a saúde e afetar a qualidade de vida. Entre os principais problemas renais, destacam-se a insuficiência renal, os cálculos renais, as infecções urinárias e as doenças hereditárias, como a policistose renal.
A insuficiência renal ocorre quando os rins perdem gradualmente sua capacidade de filtrar o sangue. Ela pode ser aguda, quando aparece de forma súbita, ou crônica, quando se desenvolve ao longo dos anos. Entre as principais causas estão a hipertensão arterial, o diabetes e o uso excessivo de medicamentos que agridem o tecido renal. Nos casos mais graves, o paciente pode necessitar de hemodiálise ou transplante.
Os cálculos renais, popularmente chamados de “pedras nos rins”, são formações sólidas que surgem a partir do acúmulo de cristais de sais minerais. Eles podem causar dor intensa, principalmente na região lombar, além de náuseas, febre e sangue na urina. Entre os fatores que contribuem para o surgimento dos cálculos estão a baixa ingestão de água, dietas ricas em proteínas e sódio e predisposição genética.
Outro problema comum é a infecção urinária, que pode atingir os rins e ser chamada de pielonefrite. Esse quadro geralmente é causado por bactérias, especialmente a Escherichia coli, e provoca sintomas como febre alta, dor nas costas e necessidade frequente de urinar. Se não tratada de forma adequada, a infecção pode causar danos permanentes ao tecido renal.
As doenças renais hereditárias, como a policistose renal, também merecem destaque. Nesse caso, a presença de múltiplos cistos cheios de líquido altera a estrutura e o funcionamento dos rins, levando à perda progressiva da função renal. Por ser genética, essa condição exige acompanhamento médico contínuo e pode evoluir para insuficiência renal crônica.
Diante de todos esses problemas, a prevenção é fundamental. Manter hábitos saudáveis, como ingerir água em quantidade adequada, evitar excesso de sal e proteína, não abusar de medicamentos sem prescrição médica e realizar exames periódicos, pode reduzir significativamente os riscos de doenças renais. Além disso, o diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento e para a preservação da saúde.
GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. p. 321-329.
Filtração – Processo pelo qual os rins removem impurezas do sangue.
Hipertensão arterial – Condição de pressão sanguínea elevada de forma persistente.
Hemodiálise – Procedimento médico em que uma máquina substitui a função dos rins para filtrar o sangue.
Transplante – Substituição de um órgão doente por um saudável, proveniente de doador.
Cristais – Estruturas sólidas formadas pelo acúmulo de sais minerais.
Pielonefrite – Infecção que atinge os rins.
Escherichia coli – Bactéria comum no intestino humano, mas que pode causar infecção urinária.
Cistos – Cavidades cheias de líquido que podem se formar em órgãos e tecidos.
Predisposição genética – Tendência herdada dos pais que aumenta o risco de desenvolver determinada doença.
Diagnóstico precoce – Identificação rápida de uma doença em seus estágios iniciais.
SIMULADO
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SIMULADO II
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SIMULADO III
SIMULADO
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SIMULADO III
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SIMULADO VI
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SIMULADO
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COMIDAS
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KAHOOT
SIMULADO 1
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SIMULADO 3
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SIMULADO 4
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SIMULADO 5
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SIMULADO 7
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SIMULADO
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SIMULADO II
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SIMULADO III
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SIMULADO IV
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SIMULADO V
Aqui vai um artigo didático sobre o sangue dourado (Rh nulo) — explicando o que é, características, implicações e importância. Se quiser, posso formatar para apresentação ou trabalho escolar.
O sangue dourado, também conhecido como Rh nulo, é uma forma extremamente rara de sangue em que nenhum dos antígenos do sistema Rh está presente nas hemácias. Ou seja: os antígenos D, C, c, E, e — todos — não se expressam. (Wikipédia)
É considerado o tipo sanguíneo mais raro do mundo. Estimativas apontam que existam menos de 50 pessoas com esse tipo em todo o planeta. (Portal CEJAM)
A condição decorre de mutações genéticas herdadas dos pais. Ambos devem contribuir com mutações que inibem a produção dos antígenos do sistema Rh. (https://www.posgraduacaounincor.com.br)
O sistema Rh é composto de vários antígenos (D; C; c; E; e). Em muitos casos de situação “Rh-positivo/negativo” usamos apenas o antígeno D para classificar, mas o sistema completo é mais complexo. (Wikipédia)
Extremamente raro: estimativas variam, mas se fala que talvez haja apenas 40-60 pessoas com sangue dourado no mundo. (Ciencia News)
No Brasil, já há notícia de pelo menos dois indivíduos com Rh nulo que foram identificados. (Portal CEJAM)
Doação:
É considerado um tipo “universal” doador no sistema Rh, pois não possui antígenos Rh que provoquem reação em outros tipos. Isso significa que quem tem esse sangue poderia doar para qualquer indivíduo em termos de Rh — considerando o sistema ABO também. (Wikipédia)
Porém, essas pessoas só podem receber sangue de outros com Rh nulo, porque se receberem sangue com qualquer antígeno Rh, pode haver reações adversas. (Wikipédia)
Limitações:
A vida dos glóbulos vermelhos (hemácias) tende a ser menor, ou seja, as hemácias desse tipo de sangue têm uma durabilidade reduzida. Isso contribui para que os portadores possam apresentar um grau de anemia leve. (Portal CEJAM)
Como há tão poucos indivíduos desse tipo, pode surgir risco muito sério em situações de transfusão se não houver estoque adequado de sangue Rh-nulo. (Portal CEJAM)
O tipo Rh nulo foi detectado pela primeira vez em 1961, em uma mulher australiana. (https://www.posgraduacaounincor.com.br)
Ter conhecimento desse tipo e identificar pessoas com sangue dourado é importante para o Cadastro Nacional de Sangue Raro ou equivalentes em cada país, para garantir reservas caso haja necessidade emergencial. (Portal CEJAM)
O sangue dourado é de grande valor simbólico e prático: em casos extremamente críticos, ele poderia salvar vidas onde não há compatibilidade Rh.
Também estimula o estudo de genética, imunohematologia e transfusões — pois levanta questões sobre adequações de estoques sanguíneos, preparo de hemocomponentes, segurança e compatibilidade.
A escassez natural: tão poucos naturals com esse tipo sanguíneo torna difícil formar estoques.
Manutenção do estoque: sangue (hemácias) armazenado tem prazos de validade relativamente curtos (não congeladas, por exemplo). (Portal CEJAM)
Monitoramento da saúde dos portadores: necessidade de acompanhamento, por causa da possibilidade de anemia ou fragilidade das hemácias.
Se quiser, posso mandar esse artigo com referências completas ou adaptá-lo para o seu nível (ensino médio, por exemplo) ou língua (inglês)?
🌎🩸 A frequência dos tipos sanguíneos varia bastante entre continentes e grupos étnicos. Essa distribuição é resultado de história evolutiva, adaptação a doenças (como malária) e migrações humanas.
Aqui vai um resumo claro para cada região do mundo.
Predomínio de A e O – especialmente A+.
Populações do norte e centro da Europa têm alta frequência de A.
O Rh negativo (–) é mais comum na Europa que em qualquer outro lugar do mundo.
Cerca de 15% dos europeus são Rh–.
Entre os bascos (Espanha/França), essa frequência pode chegar a 30%.
Frequências aproximadas:
O+ → 36%
A+ → 33%
B+ → 9%
AB+ → 3%
O– → 6%
A– → 7%
B– → 2%
AB– → 1%
Predomínio de O, especialmente O+ (vantagem evolutiva contra malária).
Rh negativo é extremamente raro (1 a 3%).
Tipo B é um pouco mais comum que na Europa.
Frequências aproximadas:
O+ → 45–50%
A+ → 25%
B+ → 20%
AB+ → 4–5%
Todos Rh– somam apenas 2–4%.
B é muito mais comum na Ásia do que na Europa ou nas Américas.
Exemplo: na Índia, cerca de 30% da população é do tipo B (principalmente B+).
O Rh negativo é raríssimo (<1%).
Frequências aproximadas:
O+ → 30%
A+ → 27%
B+ → 30%
AB+ → 10–12% (maior frequência mundial)
Rh– (todos) → <1%
América do Norte: Frequência semelhante à Europa, mas com O+ como o mais comum.
América do Sul: Altíssima prevalência de O+, devido às populações indígenas.
Em algumas comunidades indígenas, o tipo O chega a quase 100%.
Frequências aproximadas (geral):
O+ → 45–55%
A+ → 30%
B+ → 10%
AB+ → 4–5%
Rh– → 3–7%
| Continente/Região | Tipo mais comum | Rh– (negativo) |
|---|---|---|
| Europa | A+ e O+ | Alto (até 15%) |
| África | O+ | Muito baixo (1–3%) |
| Ásia | B+ e O+ | Muito baixo (<1%) |
| Américas | O+ | Baixo (3–7%) |
LINK
https://gamma.app/docs/Educacao-Financeira-Transforme-Sua-Relacao-com-o-Dinheiro-mh95ufvb0s2i4x3
SIMULADO
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SIMULADO II
https://wordwall.net/play/97633/006/518
SIMULADO III
https://wordwall.net/play/97633/006/427
SIMULADO IV
https://wordwall.net/play/97632/893/533
SIMULADO V
https://wordwall.net/play/97632/893/779
SIMULADO VI
https://wordwall.net/play/97632/893/761
Aqui está um resumo abrangente sobre a classe dos répteis, estruturado em exatamente 30 parágrafos, conforme solicitado. Os répte...