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A Muralha
da China, um dos projetos de defesa mais extensos e grandiosos da história, é
um símbolo icônico da civilização chinesa e um testemunho da engenhosidade e
persistência humanas.
Uma Gigantesca Obra de Engenharia
Com uma
extensão total que, incluindo todas as suas ramificações e estruturas
históricas, chega a impressionantes 21.196 quilômetros, a Muralha da China não
é uma única estrutura contínua, mas sim um conjunto de fortificações
construídas e reconstruídas ao longo de mais de dois milênios por diversas
dinastias. As seções mais conhecidas e preservadas são, em sua maioria, da
dinastia Ming (1368-1644).
Ela se
estende desde o Passo de Jiayuguan, a oeste, até a foz do rio Yalujiang, a
leste, atravessando desertos, montanhas e vales em diversas províncias e
regiões autônomas da China. Suas dimensões variam, mas as seções mais comuns
possuem cerca de 7 metros de altura e 3,75 metros de largura, com torres de
observação a intervalos regulares.
Propósito e Evolução Histórica
Inicialmente,
a principal função da Muralha era militar: proteger o norte da China das
invasões de tribos nômades, especialmente dos mongóis. A construção começou por
volta de 220 a.C., durante o império de Qin Shi Huang, o primeiro imperador da
China, que unificou os estados chineses e conectou as muralhas já existentes.
Ao longo
dos séculos, diferentes dinastias, como a Han e a Ming, continuaram a expandir,
manter e melhorar a Muralha. Além de sua função defensiva, ela também servia
como um posto de controle para o transporte de mercadorias e a cobrança de
impostos, especialmente para o comércio da Rota da Seda.
O Custo Humano e os Materiais de Construção
A
construção da Muralha exigiu a mão de obra de milhões de pessoas, incluindo
soldados, camponeses e prisioneiros. As condições de trabalho eram extremamente
rigorosas, com escassez de alimentos, doenças e o clima implacável, o que
resultou em um alto número de mortes. A lenda da Senhora Meng Jiang, que se
lamentou tanto pela morte de seu marido na construção da Muralha que fez parte
dela desabar, ilustra o sofrimento humano associado a essa grandiosa obra.
Os
materiais utilizados variavam conforme a região e a disponibilidade, incluindo
terra batida, madeira, tijolos e pedras. Curiosamente, em algumas seções, a
argamassa de arroz glutinoso foi empregada para unir os tijolos e pedras,
demonstrando o conhecimento avançado dos chineses em engenharia e materiais.
Símbolo e Patrimônio Mundial
Atualmente,
a Muralha da China não possui mais sua função militar original, mas permanece
como um dos principais símbolos da China e um dos destinos turísticos mais
visitados do mundo, atraindo milhões de pessoas anualmente.
Em 1987,
a Grande Muralha foi classificada como Patrimônio Cultural Mundial pela UNESCO
e, em 2007, foi eleita uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Apesar de ser
um monumento tão grandioso, ao contrário do que se popularizou, a Muralha da
China não é visível a olho nu do espaço, sendo necessário o uso de instrumentos
ópticos.
A Muralha
da China é mais do que uma estrutura física; ela representa a resiliência, a
organização e a identidade de uma das civilizações mais antigas do mundo.
A Muralha
da China não foi construída por uma única dinastia, mas sim por várias ao longo
de mais de dois milênios. No entanto, três dinastias se destacaram por suas
contribuições significativas na construção, expansão e fortificação dessa
grandiosa obra:
Dinastia Qin (221-206 a.C.)
A Dinastia
Qin, sob o comando do primeiro imperador da China, Qin Shi Huang, é
creditada por iniciar a ideia de uma "grande muralha" unificada.
Antes dele, diversos estados feudais já haviam construído suas próprias
fortificações para se protegerem. Qin Shi Huang, após unificar a China, ordenou
que essas muralhas existentes fossem conectadas e reforçadas, formando uma
barreira defensiva contínua para proteger o império das invasões nômades do
norte, especialmente dos Xiongnu (mongóis).
Embora
pouco da muralha original da dinastia Qin permaneça hoje, sua visão de uma
fortificação unificada foi o ponto de partida para o que viria a ser a Grande
Muralha. A construção nessa época foi um empreendimento brutal, com milhões de
trabalhadores forçados em condições precárias.
Dinastia Han (206 a.C. - 220 d.C.)
A Dinastia
Han deu continuidade ao trabalho da dinastia Qin, expandindo
significativamente a Muralha, especialmente para o oeste. Eles reconheceram a
importância estratégica da fortificação não apenas para a defesa militar, mas
também para proteger as rotas comerciais, como a Rota da Seda.
Durante o
período Han, a Muralha foi estendida para além das fronteiras anteriores,
alcançando regiões como o Deserto de Gobi, e foram adicionadas torres de vigia
e fortalezas para melhorar a comunicação e a defesa. A Muralha Han se tornou
crucial para a segurança e o desenvolvimento econômico do império.
Dinastia Ming (1368-1644 d.C.)
As seções
mais icônicas, bem preservadas e visitadas da Muralha da China hoje em dia são,
em grande parte, resultado das intensas construções e reformas realizadas pela Dinastia
Ming. Após a queda da Dinastia Yuan (mongol), os imperadores Ming temiam
novas invasões do norte e investiram pesadamente na fortificação da Muralha.
Diferentemente
das construções anteriores, que usavam principalmente terra batida, os Ming
empregaram uma grande quantidade de tijolos e pedras, tornando as
estruturas muito mais robustas e duráveis. Eles construíram um sistema complexo
de torres de vigia, quartéis, passagens fortificadas e rampas, com a argamassa
feita até mesmo com arroz glutinoso para aumentar a resistência.
A Muralha
da Dinastia Ming se estende por mais de 8.850 quilômetros e é a que melhor
corresponde à imagem popular da "Grande Muralha". Sua engenharia e
escala demonstram o auge da arquitetura militar chinesa.
Em
resumo, enquanto a Dinastia Qin lançou as bases, a Dinastia Han expandiu sua
funcionalidade e a Dinastia Ming a transformou na maravilha arquitetônica que
conhecemos hoje.
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SIMULADO
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SIMULADO II
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SIMULADO III
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SIMULADO IV
SIMULADO
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SIMULADO II
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SIMULADO III
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado representam pilares inabaláveis da medicina contemporânea, sendo fatores determinantes para a evolução de qualquer condição de saúde e, consequentemente, para a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes. Em um cenário onde a saúde é um direito fundamental, a agilidade na identificação de uma doença e a eficácia das intervenções terapêuticas podem ser a diferença crucial entre a cura, o controle da enfermidade e a progressão para quadros clínicos complexos, incapacitantes ou fatais.
A capacidade de identificar uma patologia em seus estágios iniciais oferece uma vantagem estratégica incalculável, transformando o "tempo" em um recurso terapêutico valioso.
Melhores Prognósticos e Maiores Taxas de Cura: Quando uma doença é detectada em sua fase inicial, ela geralmente se encontra menos disseminada e, portanto, é mais responsiva às terapias. Isso se traduz em taxas de sucesso significativamente mais altas e em um prognóstico mais favorável para o paciente. Em diversas neoplasias, por exemplo, o diagnóstico em estágios I ou II pode elevar as chances de cura em patamares substanciais.
Opções de Tratamento Menos Invasivas e Agressivas: A intervenção precoce frequentemente permite a utilização de abordagens terapêuticas menos invasivas e com menores efeitos colaterais. Isso reduz o sofrimento do paciente, diminui o tempo de recuperação e melhora significativamente a experiência geral com o tratamento. Cirurgias menos extensas, doses menores de medicamentos ou a postergação de terapias mais radicais são benefícios diretos.
Prevenção de Complicações e Sequela Irreversíveis: O tratamento oportuno é um escudo contra a progressão da doença para estágios mais severos, evitando o surgimento de complicações que poderiam causar danos orgânicos permanentes, deficiências ou até mesmo colocar a vida em risco. A detecção precoce da hipertensão, por exemplo, pode prevenir acidentes vasculares cerebrais ou infartos.
Redução de Custos para o Sistema de Saúde: Embora a princípio possa parecer um investimento maior, o diagnóstico e o tratamento precoce, a longo prazo, contribuem para a otimização dos recursos em saúde. O manejo de doenças em estágios avançados, com suas múltiplas complicações, internações prolongadas e terapias de alta complexidade, é consideravelmente mais dispendioso do que as intervenções iniciais e preventivas.
No entanto, o diagnóstico precoce, por mais crucial que seja, perde seu valor se não for seguido por um tratamento adequado, personalizado e baseado nas melhores evidências científicas disponíveis.
Eficácia Terapêutica Otimizada: Um plano de tratamento cuidadosamente elaborado e cientificamente validado é fundamental para combater a doença de forma eficaz. Isso engloba a seleção da medicação correta, a dosagem precisa, a duração apropriada do tratamento e, quando necessário, a combinação estratégica de diferentes modalidades terapêuticas (farmacologia, cirurgia, fisioterapia, psicoterapia, etc.).
Prevenção de Recidivas e Progressão da Doença: Em condições como infecções, certos tipos de câncer ou doenças autoimunes, o tratamento adequado visa não apenas a remissão dos sintomas, mas também a erradicação da doença (se possível) e a prevenção de sua recorrência ou progressão para formas mais graves.
Melhora Substancial na Qualidade de Vida: Para doenças crônicas como diabetes, asma, artrite reumatoide ou doenças neurodegenerativas, onde a cura completa pode não ser uma realidade, o tratamento adequado assume um papel vital no controle dos sintomas, na prevenção de crises, na manutenção da funcionalidade e, consequentemente, na preservação de uma boa qualidade de vida para o paciente.
Fomento à Adesão Terapêutica: O sucesso do tratamento depende diretamente da adesão do paciente. É imperativo que os profissionais de saúde estabeleçam uma comunicação clara e empática, explicando a importância do tratamento, seus benefícios esperados, potenciais efeitos colaterais e a necessidade de seguir as recomendações à risca.
Apesar da importância inquestionável, o acesso universal ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado ainda enfrenta obstáculos significativos, particularmente em regiões com sistemas de saúde subfinanciados ou desestruturados.
Em síntese, a sinergia entre o diagnóstico precoce e o tratamento adequado não é apenas um conceito médico, mas uma estratégia vital para a promoção da saúde e o bem-estar da população. Investir em programas de rastreamento populacional, campanhas de educação em saúde, acesso equitativo a serviços médicos de qualidade e o desenvolvimento de novas soluções terapêuticas não são apenas atos de cuidado, mas pilares para o desenvolvimento social e econômico sustentável. Proporcionar a cada indivíduo a oportunidade de um diagnóstico em tempo hábil e um tratamento eficaz é garantir o direito fundamental a uma vida digna, produtiva e com qualidade.
SIMULADO
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SIMULADO II
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SIMULADO III
SIMULADO
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SIMULADO II
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SIMULADO III
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História de Rondônia – Prof. Adão Marcos |Graciano dos Santos
Usina Hidrelétrica Samuel: Um Olhar Sobre a Energia e Seus
Desafios em Rondônia
A Usina Hidrelétrica de Samuel, localizada no rio Jamari, um afluente do rio Madeira em Rondônia,
representa um marco significativo na história da geração de energia na região amazônica. Construída com o
objetivo de suprir a demanda energética do Sistema Acre-Rondônia, a usina, apesar de sua importância,
carrega consigo uma complexa bagagem de impactos ambientais e sociais, além de desafios em sua
operação.
História e Características:
A construção da UHE Samuel teve início em 1982, sob a responsabilidade da Eletronorte, com o barramento
do rio ocorrendo em 1988 e o início da operação comercial em 1989. Localizada a cerca de 52 km de Porto
Velho, no município de Candeias do Jamari, a usina foi erguida sobre a primeira corredeira mais à jusante
do rio Jamari.
Com uma potência instalada de 216 MW, a usina possui um reservatório que, em sua cota máxima, atinge
uma área de 579 km² e uma profundidade média de 5,8 metros, armazenando cerca de 3,2 bilhões de m³ de
água. Para a formação desse lago, foi necessário construir um dique de 57 km de extensão em cada margem
do rio, dado que o Jamari não possuía uma bacia acentuada naturalmente. A usina conta com cinco unidades
geradoras, com um transformador para cada uma, além de um transformador reserva.
A energia gerada por Samuel é transmitida através de linhas de 230 kV para cidades rondonienses como
Guajará-Mirim, Ariquemes, Ji-Paraná, Pimenta Bueno, Vilhena, Abunã e Porto Velho, e desde 2002,
também abastece a capital do Acre, Rio Branco.
Impactos Ambientais e Sociais:
A construção da UHE Samuel, como muitas grandes obras de infraestrutura na Amazônia, não esteve isenta
de consequências significativas. A formação do reservatório inundou milhares de hectares, alterando
drasticamente o ecossistema local. A decomposição da biomassa submersa libera gases de efeito estufa,
como o CO₂, contribuindo para as mudanças climáticas. Além disso, a Usina de Samuel é citada como um
caso onde o nível do reservatório pode baixar significativamente, chegando a até 14 metros em certos
períodos, expondo grandes áreas que se tornam fontes de gás metano.
Os impactos sociais também foram profundos. Milhares de famílias que viviam às margens do rio Jamari
foram afetadas, sendo muitas delas desalojadas e realocadas em novas áreas, como a Vila de Candeias. Há
uma dívida social histórica com essas comunidades, com muitas famílias ainda sem reassentamento
adequado e enfrentando problemas como falta ou baixa qualidade de energia elétrica, problemas de
saneamento devido à elevação do lençol freático e falta de infraestrutura para a produção agrícola. A luta por
compensações e direitos básicos perdura há décadas, com mobilizações e reivindicações por parte dos
atingidos. Um exemplo notável é a conquista da construção de uma ponte ligando a cidade de Itapuã do
Oeste à zona rural, um pleito de quase três décadas.
Impactos Ambientais:
Desmatamento e Emissões de Gases: A formação do reservatório de 560 km² resultou na
inundação de extensas áreas de floresta. A decomposição da biomassa submersa liberou grandes
quantidades de gases de efeito estufa, como metano e dióxido de carbono, superando as emissões de
uma usina termelétrica de capacidade equivalente nos primeiros anos de operação .
Alterações na Ictiofauna: Estudos indicam uma redução na diversidade de espécies de peixes no
reservatório, com aumento de espécies como piranha-preta (Serrasalmus rhombeus) e tucunaré
(Cichla monoculus), e diminuição de espécies detritívoras e frugívoras . Impactos Sociais:
Deslocamento de Populações: Cerca de 238 famílias foram deslocadas devido à construção da
usina. Muitas enfrentaram dificuldades no reassentamento, com falta de infraestrutura básica, como
energia elétrica e saneamento, especialmente nas áreas de Itapuã do Oeste e Candeias do Jamari
Mobilizações e Reivindicações: Movimentos sociais, como o Movimento dos Atingidos por
Barragens (MAB), têm atuado na defesa dos direitos das populações afetadas, buscando
compensações adequadas e melhorias nas condições de vida dessas comunidades . Medidas
Compensatórias:
Estação Ecológica Samuel: Como forma de compensação ambiental, foi criada a Estação Ecológica
Samuel, com área de 71.061 hectares, visando à preservação da biodiversidade local e à mitigação
dos impactos ambientais causados pela usina
Desafios e Considerações:
A Usina de Samuel, apesar de sua importância para o desenvolvimento energético de Rondônia, é por vezes
considerada um dos maiores erros de engenharia no Brasil no século XX, devido ao seu custo-benefício e
aos impactos ambientais e sociais gerados. A necessidade de licenças ambientais na época de sua construção
era menos rigorosa, o que contribuiu para as consequências observadas.
No entanto, a usina foi crucial para superar o histórico de apagões e a falta de energia na região,
contribuindo para o processo de desenvolvimento do estado. A Eletronorte continua a investir na
modernização dos equipamentos da usina para otimizar sua operação e garantir a geração de energia segura
e confiável.
A Usina Hidrelétrica Samuel é um exemplo complexo da interação entre desenvolvimento, energia e meio
ambiente na Amazônia. Sua história é um lembrete constante da necessidade de planejamento rigoroso,
consideração dos impactos socioambientais e diálogo contínuo com as comunidades afetadas em projetos de
grande porte.
SIMULADO
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SIMULADO II
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SIMULADO III
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SIMULADO IV
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https://gamma.app/docs/Acesso-ao-Sistema-de-Saude-e-Direitos-do-Cidadao-vdzxof2dawtqc50
Acesso ao Sistema de Saúde e Direitos do Cidadão: O
Papel Fundamental do SUS e das Políticas Públicas de
Saúde
O acesso à saúde é um direito humano fundamental e, no Brasil, a Constituição Federal
de 1988 o consagra como um dever do Estado e um direito de todos. Essa premissa
constitucional é a base para a existência do Sistema Único de Saúde (SUS), um dos
maiores e mais complexos sistemas públicos de saúde do mundo, que busca garantir o
acesso universal, integral e igualitário aos serviços de saúde para toda a população
brasileira.
O SUS como Concretização de um Direito
Antes da criação do SUS, o acesso à saúde no Brasil era fragmentado e desigual,
fortemente atrelado à capacidade contributiva do indivíduo ou a esquemas de
previdência social que não cobriam a totalidade da população. A universalização do
acesso, princípio basilar do SUS, rompeu com essa lógica, estabelecendo que qualquer
cidadão, independentemente de sua condição social, econômica ou geográfica, tem o
direito de ser atendido e de receber os cuidados de saúde necessários.
A integralidade da atenção é outro pilar do SUS. Isso significa que o sistema deve
oferecer desde a promoção e prevenção da saúde, passando pelo tratamento de doenças,
até a reabilitação, em todos os níveis de complexidade. Esse princípio visa garantir que
o indivíduo seja cuidado em todas as suas necessidades de saúde, sem que haja
interrupções ou lacunas no seu tratamento.
Por fim, a equidade busca tratar desigualmente os desiguais, na medida de suas
desigualdades. Em outras palavras, o SUS reconhece que as necessidades de saúde
variam entre os indivíduos e os grupos populacionais, e que é preciso direcionar mais
recursos e esforços para aqueles que mais precisam, a fim de reduzir as iniquidades
sociais em saúde. Isso se reflete em políticas e programas específicos para populações
vulneráveis, como indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, entre outros.
Políticas Públicas de Saúde: O Motor do SUS
O SUS não funciona no vácuo; ele é impulsionado por uma série de políticas públicas
de saúde que visam operacionalizar os princípios constitucionais e atender às demandas
de saúde da população. Essas políticas são elaboradas e implementadas nas esferas
federal, estadual e municipal, em um esforço de gestão compartilhada e descentralizada.
Algumas das políticas públicas de saúde mais relevantes incluem:
Atenção Primária à Saúde (APS): Considerada a porta de entrada preferencial
do sistema, a APS é fundamental para a coordenação do cuidado e a organização
da rede de serviços. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e as Equipes de
Saúde da Família (ESF) são os principais dispositivos da APS, oferecendo
atendimento ambulatorial, acompanhamento de doenças crônicas, vacinação,
pré-natal, entre outros.
Vigilância em Saúde: Abrange a vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental
e da saúde do trabalhador. Seu objetivo é monitorar e controlar doenças e
agravos, identificar riscos à saúde e promover ambientes saudáveis, contribuindo
para a prevenção de epidemias e a promoção da saúde coletiva.
Assistência Farmacêutica: Garante o acesso a medicamentos essenciais, desde
a seleção e programação até a dispensação e o uso racional. Programas como o
"Farmácia Popular" e a distribuição de medicamentos de alto custo são
exemplos dessa política.
Atenção Hospitalar e de Urgência e Emergência: Garante o acesso a serviços
de maior complexidade, como internações, cirurgias e atendimentos de urgência
e emergência, por meio de hospitais gerais, especializados e prontos-socorros.
Saúde Mental: Tem passado por uma importante reforma no Brasil, buscando
desinstitucionalizar o tratamento de pacientes com transtornos mentais e
promover o cuidado em liberdade, por meio de Centros de Atenção Psicossocial
(CAPS) e residências terapêuticas.
Desafios e o Exercício dos Direitos do Cidadão
Apesar dos avanços e da solidez de sua concepção, o SUS enfrenta desafios
significativos. O subfinanciamento crônico, a gestão complexa em um país de
dimensões continentais, a escassez de profissionais em algumas regiões e a necessidade
de aprimorar a qualidade dos serviços são questões que persistem.
Nesse cenário, o exercício dos direitos do cidadão torna-se ainda mais crucial. O
cidadão não é apenas um usuário passivo do sistema, mas um ator fundamental na sua
defesa e aprimoramento. É seu direito exigir um atendimento de qualidade, ter acesso à
informação sobre sua saúde e sobre os serviços disponíveis, participar dos Conselhos de
Saúde e denunciar irregularidades.
A judicialização da saúde, embora complexa, é um reflexo da busca dos cidadãos pela
garantia de seus direitos quando o sistema não consegue atendê-los adequadamente. No
entanto, o ideal é fortalecer as vias administrativas e a participação social como
mecanismos de garantia de direitos.
Conclusão
O SUS e as políticas públicas de saúde são a materialização do direito à saúde no Brasil.
Representam um pacto social em que a saúde é um bem coletivo a ser garantido a todos.
Defender o SUS é defender a cidadania, a equidade e a justiça social. Para que o sistema
continue a evoluir e a cumprir sua missão, é fundamental o engajamento contínuo da
sociedade, a fiscalização por parte dos cidadãos e o compromisso permanente dos
gestores públicos em fortalecer e aprimorar esse patrimônio que é a saúde pública
brasileira.
Prof. Adão Marcos Graciano Dos santos – Eletiva
Aqui está um resumo abrangente sobre a classe dos répteis, estruturado em exatamente 30 parágrafos, conforme solicitado. Os répte...